segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Museu General Sampaio



    "A fim de reverenciar a memória do insigne patrono da infantaria brasileira, foi inaugurado este museu pelo senhor ministro do exército, Gen Ex Zenildo de Lucena."
                       Fortaleza, 24 de setembro de 1998.

    O museu General Sampaio, que conta com inúmeros artefatos, como armas, fotografias, medalhas e um quadro do General Sampaio situa-se em Fortaleza - Ceará. 
    Abaixo está uma sequência automática de fotos, tiradas no museu General Sampaio
                    http://www.legiaodainfantariadoceara.org/museu%20sampaio10rm.gif



fonte: http://www.legiaodainfantariadoceara.org/leginf_museu_sampaio_10rm.html

Livro "Brigadeiro Antônio de Sampaio"


    No dia 06 de maio de 2010 no auditório do Quartel do Batalhão da Guarda Presidencial - Batalhão Duque de Caxias, em Brasília, houve a solenidade de lançamento do livro "Brigadeiro Antônio de Sampaio - O Patrono da Infantaria" que contou com a presença da comissão organizadora, o Cel Cláudio Moreira Bento, Gen Div Arnaldo Serafim, entre outros. 
   O Cel Cláudio Moreira Bento fez uma apresentação sobre o significado histórico de Sampaio, utilizando-se de projeção de imagens ilustrativas. Em síntese, ele falou da jornada de Sampaio, desde o nascimento que se dera em Tamboril, até momentos de sua morte, quando a bordo do vapor "Eponina", próximo a Buenos Aires, onde esteve sepultado três anos antes de ser exumado e retornar ao Brasil.
   Palavras do Gen Div Serafim abrangeram a leitura do Posfácio, da dedicatória do livro, e suas próprias palavras referentes a guisa de apresentação do Cel Bento.


      "Aquele que morre por sua Pátria serve-a mais em um só dia que os outros em toda a vida" - Péricles

Ao General Sampaio.

Como todos sabemos ANTONIO SAMPAIO o famoso GENERAL Sampaio teve uma grande importância na construção da história do Exército Brasileiro, por isso seu nome vai sempre ser lembrado.


Tamboril Ceará
                                          
     Operação General Sampaio    




GENERAL SAMPAIO NOSSO HERÓI NACIONAL








O município de Tamboril recebeu o alto comando do Exército brasileiro para prestar homenagem ao patrono da arma de infantaria do Exército.





Antonio de Sampaio nasceu em 24 de maio de 1810, na cidade de Tamboril, estado do Ceará. Filho de Antonio Ferreira de Sampaio e Antonia Xavier de Araújo foi criado e educado pelos pais no ambiente simples dos sertões. Cedo revelou interesse pela carreira militar, galgando postos por merecimento graças a inúmeras demonstrações de bravura, tenacidade e inteligência. Foi alferes em 1836; primeiro-tenente em 1839; capitão em 1843; major em 1852; tenente-coronel em 1855; coronel em 1861; general em 1864 e brigadeiro em 1865.

Sampaio teve atuação destacada na maioria das campanhas de manutenção da integridade territorial brasileira e das que revidaram as agressões externas na fase do Império. Foi condecorado por seis vezes, período de 1852 a 1865, por Dom Pedro II, então imperador do Brasil.

Recebeu três ferimentos na data de seu aniversário, 24 de maio, na batalha de Tuiuti, em 1866. O primeiro, por granada, gangrenou-lhe a coxa direita; os outros dois foram nas costas. Faleceu a bordo do navio-hospital Eponina, em seis de julho de 1866.

Homem puro e patriota, Sampaio destacava-se por ser capacitado e corajoso, inteiramente dedicado à vida militar. Foi consagrado Patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro, em 1940, pelo então Presidente da República Getúlio Vargas.

Em comemoração ao dia da infantaria, o 40° Batalhão de infantaria realizou variadas atividades para comemorar a data, que foi antecipada do dia 24 para o dia 21.

A legião da infantaria vinda de Fortaleza e a tropa do 40° Batalhão de Infantaria sob o comando do tem. Cel. Nicolau dos Santos Filho foram recepcionados pela atual administração de Tamboril para um almoço na cidade. Em seguida, todos se dirigiram para a Fazenda Vitor, local de nascimento do brigadeiro Antonio Sampaio, herói e vencedor da guerra do Paraguai.

Na ocasião com a tropa em formatura, foram prestadas honras militares ao herói nacional e o general Lima Verde descerrou uma placa alusiva ao evento. Foi acesa ainda uma pira cívica pelo bisneto do brigadeiro Sr. Felix Sampaio. Após o término da cerimônia a comitiva retornou à cidade e ao anoitecer a comitiva e a tropa foram recepcionadas pela população que lotou a praça da cidade.


   Tamboril homenagem.











fontes  consultadas:
                                                                                                                                                                                       
 

domingo, 29 de agosto de 2010

Homenagens à Sampaio

Atualmente existem vários tributos à Antônio Sampaio no Brasil, dentre eles podemos destacar:

  • Em 1940, o 1.º Regimento de Infantaria do Exército Brasileiro, herdeiro das tradições do Terço Velho de Mem de Sá, recebeu o nome de Regimento Sampaio, em sua homenagem.

  • Durante a Segunda Guerra Mundial, ao ser instituída a Medalha Sangue do Brasil, destinada a condecorar os feridos em ação, as três estrelas esmaltadas em vermelho simbolizam os ferimentos do Brigadeiro Sampaio, recebidos em Tuiuti.

  • Foi consagrado Patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro, em 1962. 

  •  Pela lei 11.932, de 24 de abril de 2009, seu nome foi inscrito no Livro de Aço do Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, recebendo, oficialmente, o status de Herói Nacional.

  • Em 1965 uma praça em Porto Alegre é inaugurada com o nome de Praça Brigadeiro Sampaio, em homenagem ao patrono da infantaria brasileira.



Praça Brigadeiro Sampaio


Fontes consultadas:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_de_Sampaio#Homenagens
http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/vivaocentro/default.php?reg=14&p_secao=118#





domingo, 22 de agosto de 2010

Infantaria

Como todos já devem saber, Brigadeiro Sampaio foi o patrono da Infataria Brasileira, mas o que nem todos sabem é sobre a arma de Infantaria, seus objetivos e missões. E é sobre isso que irei falar a seguir:

A Infantaria tem como característica essencial a aptidão para combater a pé, em todos os tipos de terreno e sob quaisquer condições meteorológicas, podendo utilizar variados meios de transporte. Uma de suas missões é conquistar e manter o terreno, aproveitando a capacidade do infante de progredir em pequenas frações, difíceis de serem detectadas em todos os tipos de terreno. Isso permite que ele se aproxime do inimigo para travar o combate corpo-a-corpo. A Infantaria poderá ter especializações das mais diversas: motorizada, blindada, Paraquedista, leve, de selva, de caatinga, de montanha, de guardas e de polícia.

As unidades da Infantaria brasileira distinguem-se por diferentes especialidades:
Motorizada, Blindada, Paraquedista, Leve (Aeromóvel), de Selva, de Montanha, de Caatinga, de Polícia do Exército, de Guarda. São adestradas para combater em diversos tipos de terreno, em qualquer parte do território nacional.
Sua missão básica, no ataque, é destruir ou capturar o inimigo, empregando o fogo, o movimento e a ação de choque. Na defensiva, mantêm o terreno e contra-ataca. Tem por característica essencial a aptidão para combater a pé em todos os tipos de terreno, podendo deslocar-se para os lugares mais remotos – desde que receba meios de transporte adequados – e operar sob quaisquer condições meteorológicas.
Neste século, nossos infantes integraram a Força Expedicionária Brasileira, durante a II Guerra Mundial. A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária conquistou o respeito de aliados e adversários com vitórias alcançadas em território europeu, como a de Monte Castelo e a de Montese.
Os infantes brasileiros podem ser encontrados na Amazônia, no sertão nordestino, nos pampas, nas montanhas, no pantanal, nos montes. Em qualquer lugar, não importa quão longe esteja. Basta que haja uma missão.


Batalhas.!

Guerra dos Farrapos.Revolta Praieiramapa da guerra contra Aguirre.


fonte consultada:

Batalhas

Batalhas:
  • Cabanagem- 1835-1840
  • Balaiada- 1838-1841
  • Guerra dos Farrapos- 1835-1845
  • Revolta Praieira-1848-1850
  • Guerra contra Oribe e Rosas-1851-52
  • Guerra contra Aguirre-1864

A cabanagem (1835-1840) foi à revolta na quais negros, índios e mestiços se insurgiram contra a elite política e tomaram o poder no Pará (Brasil). Entre as causas de revolta encontram-se a extrema pobreza das populações ribeirinhas e a irrelevância política a qual a província foi relegada após a independência do Brasil. De cunho popular, contou com a participação de elementos das camadas media e alta da região, entre os quais se destacam os nomes do padre João Batista Gonçalves Campos, do jornalista Vicente Ferreira Lavor Papagaio.




A Balaiada foi uma revolta de caráter popular, ocorrida entre 1838 e 1841 no interior da então província do Maranhão, no Brasil, e que após a tentativa de invasão de São Luís, dispersou-se e estendeu-se para a vizinha província do Piauí. Foi feita por pobres da região, escravos, fugitivos e prisioneiros. O motivo era a disputa pelo controle do poder local. A definitiva pacificação só foi conseguida com a anistia concedida pelo imperador aos revoltosos sobreviventes.





Guerra dos Farrapos ou revolução farroupilha são os nomes pelos quais ficou conhecida a revolução ou guerra regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, e que resultou na declaração de independência de província como estado republicano, dando origem à república Rio-Grandense. Durou de 1835 a 1845. A revolução, que originalmente não tinha caráter separatista, influenciou para a revolução liberal que viria a correr em São Paulo em 1842 e para a revolta denominada Sabinada na Bahia em 1837, ambas de ideologia de partido liberal da época, moldado nas lojas Maçônicas. Inspirou-se na recém-finda guerra de independência do Uruguai, mantendo conexões com a nova república do Rio da Prata, alem de províncias independentes argentinas, como Corrientes e Santa Fé. Chegou a expandir-se a costa brasileira, em Laguna, com a proclamação da República Juliana e ao planalto catarinense de Lages.
A questão da abolição da escravatura também esteve envolvida, organizando-se exércitos contando com homens negros que aspiravam à liberdade.



A Revolta Praieira, também denominada como Insurreição Praieira, foi um movimento de caráter liberal e separatista que eclodiu na Província de Pernambuco, entre 1848 a 1850. A ultima das revoltas provinciais, está ligada às lutas político-partidarias que marcaram o período regencial e o início do Segundo Reinado. Sua derrota representou uma demonstração de força do governo de D. Pedro II (1840-1889). De forma global, inscreveu-se no contexto das revoluções socialistas e nacionalistas que varreram a Europa neste período do século XIX, incluindo a Revolução de 1848 na França que promoveu a extinção do Absolutismo no país. A nível local foi influenciada pelas ideias liberais dos que se queixavam da falta de autonomia provincial, sendo marcada pelo repúdio à monarquia, com manifestações a favor da independência política, da república e por um reformismo radical. Com fundo social, econômico e político, contou com a participação das camadas menos favorecidas da Província de Pernambuco, oprimidas pela grande concentração fundiária nas mãos de poucos proprietários.






A Guerra da Prata, também conhecida como Guerra contra Oribe e Rosas, fez parte de uma longa disputa entre Argentina e Brasil pela influência no Uruguai e hegemonia na região do Rio da Prata. A guerra foi travada no Uruguai, Rio da Prata e nordeste argentino de agosto de 1851 a fevereiro de 1852, entre as forças da Confederação Argentina, e as forças da aliança formada pelo Império do Brasil, Uruguai e províncias rebeldes argentinas de Entre Rios e Corrientes.

A ascensão de Juan Manuel de Rosas como ditador argentino e a guerra civil no Uruguai após sua independência do Brasil geraram instabilidade na região da Prata, devido ao desejo argentino de ter Uruguai e Paraguai em sua esfera de influência, e posteriormente recriar o antigo Vice-reinado da Prata. Estes objetivos eram contrários à soberania brasileira, uma vez que o antigo vice-reinado era formado por terras pertencentes à província do Rio Grande do Sul, e aos interesses brasileiros de influência na região, que já havia gerado a Guerra da Cisplatina e instigaria ainda outras duas guerras.

A Guerra da Prata terminou com a vitória aliada na Batalha de Monte Caseros em 1852, estabelecendo a hegemonia brasileira na região da Prata e gerando estabilidade política e econômica ao Império do Brasil. Porém, a instabilidade nos outros países da região permaneceria, com as disputas internas entre partidos no Uruguai, e uma guerra civil na Argentina pós-Rosa. Este conflito faz parte das chamadas Questões Platinas na História das Relações Internacionais do Brasil e como parte integrante da Guerra Grande nos países hispanófonos.





A Guerra contra Aguirre foi um conflito ocorrido em 1864 entre o Brasil e o Uruguai. O conflito se iniciou quando Aguirre, governante do Uruguai e líder do Partido Blanco, organizaram várias invasões contra o território gaúcho que estava cheio de fazendeiros criadores de gado.

Diante deste fato, o governo brasileiro buscou intrometer-se na política uruguaia contra Aguirre a fim de proteger o território gaúcho. O exército brasileiro, em face da invasão do Uruguai, invadiu seu território em março de 1864 e conquistou vários territórios como Unión e Paysandú marchando para Montevidéu, capital do Uruguai. Diante das conquistas brasileiras, Aguirre queimou os tratados entre os dois países e declarou maior invasão ao território brasileiro.

No início das invasões uruguaianas, o exército brasileiro reagiu expelindo-os rapidamente e exonerando definitivamente Aguirre do governo do Uruguai. Em 15 de fevereiro de 1865, foi estabelecido um Governo Provisório sob o comando de Venâncio Flores, do Partido Colorado, que apoiado pelo Brasil declarou canceladas as invasões declaradas contra o território brasileiro e ainda saudou a bandeira do Brasil com 21 disparos. Em 20 de fevereiro de 1865, foi assinada a Convenção de Paz entre Brasil e Uruguai.

Venâncio Flores, governante do Uruguai, comandou o país até 1868. Após apoiar o Brasil e a Argentina na Guerra do Paraguai convocou eleições e renunciou seu cargo quatro dias antes de ser assassinado durante um levante do Partido Blanco de Aguirre.





fonte consultada:
livro Paulo de Queiroz Duarte
Sampaio.
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